Formulações de Anfotericina B para o tratamento de infecções fúngicas em pacientes com HIV/AIDS
Amphotericin B formulations for the treatment of fungal infections in patients with HIV / AIDS - Brazilian context
Formulaciones de anfotericina B para el tratamiento de infecciones fúngicas en pacientes con VIH / SIDA

Ano de publicação: 2012

TECNOLOGIA:

Anfotericina B lipossomal e anfotericina B complexo lipídico.

INDICAÇÃO:

Infecções fúngicas.

CARACTERIZAÇÃO DA TECNOLOGIA:

Antibiótico poliênico que se liga aos esteroides da membrana celular de fungos, resultando em uma alteração da permeabilidade da membrana e morte celular.

PERGUNTA:

Qual das formulações lipídicas de anfotericina B é mais custo-efetiva para o tratamento de infecções fúngicas sistêmicas em pacientes portadores de HIV/AIDS? BUSCA E ANÁLISE DE EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS: Foram pesquisadas as bases The Cochrane Library, Centre for Reviews and Dissemination, Tripdatabase, Medline (via Pubmed), e LILACS. Incluíram-se estudos que comparavam diferentes formulações de anfotericina B. Avaliações de Tecnologias de Saúde (ATS) foram pesquisadas em sites de agências nacionais e internacionais.

RESUMO DOS RESULTADOS DOS ESTUDOS SELECIONADOS:

Foram selecionadas cinco revisões sistemáticas, sendo uma especificamente desenhada para avaliar a segurança dos medicamentos. Em geral não foram observadas diferenças estatisticamente significantes em relação à sobrevida, resposta ao tratamento e resolução da infecção fúngica. Entretanto, houve diferença em relação à segurança. A anfotericina B lipossomal foi associada a menor risco de nefrotoxicidade e aumento da creatinina sérica. Foram incluídos dois estudos econômicos, um de custo-minimização e outro de custo-efetividade. Os resultados foram conflitantes, tendo o primeiro favorecido a formulação complexo lipídico e o segundo a formulação lipossomal. Ambos os estudos apresentaram limitações importantes e não há estudo considerando a realidade brasileira.

RECOMENDAÇÕES:

Considerando todos os estudos encontrados, bem como as limitações apresentadas, não é recomendada a utilização de anfotericina B lipossomal em pacientes com HIV/AIDS acometidos por infecções fúngicas, a não ser estritamente nos casos em que os pacientes apresentem alterações da função renal. Além disso, a anfotericina B lipossomal poderia ser utilizada em casos de intolerância à anfotericina B convencional.(AU)

TECHNOLOGY:

Liposomal amphotericin B and amphotericin B lipid complex.

INDICATION:

Fungal infections.

CHARACTERIZATION OF THE TECHNOLOGY:

Polienic antibiotic that binds to the steroid present in the cell membrane of fungi, resulting in a change in membrane permeability and cell death.

QUESTION:

Which of lipid formulations of amphotericin B is more cost-effective for the treatment of systemic fungal infections in patients with HIV/AIDS? SEARCH AND ANALYSIS OF SCIENTIFIC EVIDENCE: We searched The Cochrane Library, Centre for Reviews and Dissemination, Tripdatabase, Medline and LILACS databases. We included studies comparing different formulations of amphotericin B. We searched Health Technology Assessments (HTA) from sites of national and international agencies.

SUMMARY OF RESULTS OF SELECTED STUDIES:

We selected five systematic reviews, one specifically designed to evaluate the safety of medicines. In general there were no statistically significant differences in terms of survival, response to treatment. However, there were differences regarding safety. The liposomal amphotericin B was associated with a lower risk of nephrotoxicity and increased serum creatinine. We included two economic studies, a costminimization and cost-effectiveness analysis. The results were conflicting; the first favored the lipid complex formulation and the second the liposomal formulation. Both studies showed significant limitations and there is no study considering the Brazilian context.

RECOMMENDATIONS:

Considering all the studies found, as well as their limitations, we do not recommended the use of liposomal amphotericin B in patients with HIV/AIDS affected by fungal infections, unless strictly in cases where patients have abnormal renal function. Also, liposomal amphotericin B could be used in case of intolerance to conventional amphotericin B.(AU)

TECNOLOGÍA:

Anfotericina B liposomal y anfotericina B complejo lipídico.

INDICACIÓN:

Infecciones por hongos.

CARACTERIZACIÓN DE LA TECNOLOGÍA:

Antibiótico poliénico que se une a los esteroides de la membrana celular de los hongos, lo que resulta en un cambio en la permeabilidad de la membrana y en la muerte celular.

PREGUNTA:

¿Cuál de las formulaciones lipídicas de anfotericina B es más costo-efectiva para el tratamiento de las infecciones fúngicas sistémicas en los pacientes con VIH/ SIDA? BÚSQUEDA Y ANÁLISIS DE LA EVIDENCIA CIENTÍFICA: Se hicieron búsquedas en las bases de datos The Cochrane Library, Centre for Reviews and Dissemination (CRD), Triddatabase, Medline (via Pubmed) y en LILACS. Fueron incluídos estudios que compararon las distintas formulaciones de anfotericina B. Se realizaron búsquedas por Evaluaciones de Tecnologías Sanitarias (ETS) en los sitios de las agencias nacionales.

RESUMEN DE LOS RESULTADOS DE LOS ESTUDIOS SELECCIONADOS:

Cinco revisiones sistemáticas fueron seleccionadas, una específicamente diseñada para evaluar la seguridad de los medicamentos. En general, no se observó diferencia estadísticamente significante en términos de supervivencia, respuesta al tratamiento y resolución de la infección por hongos. Sin embargo, hubo diferencias en relación a la seguridad. La anfotericina liposomal se asoció con un menor riesgo de nefrotoxicidad y aumento de la creatinina en suero. Dos estudios económicos fueron incluidos, uno de cuesto-minimización y otro de coste-efectividad. Los resultados fueron contradictorios, por lo que el primero favoreció la formulación anfotericina B complejo lipídico y el otro la segunda formulación liposomal. Ambos estudios tuvieron limitaciones importantes y ningún estudio consideró la realidad brasileña.

RECOMENDACIONES:

Teniendo en cuenta todos los estudios encontrados, así como sus limitaciones, no se recomienda el uso de la anfotericina B liposomal en pacientes con VIH/SIDA afectados por las infecciones por hongo, a menos que presenten cambios en la función renal. Además, la anfotericina B liposomal podría ser utilizada en caso de intolerancia a la anfotericina B convencional.(AU)

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