Brentuximabe para o tratamento do Linfoma de Hodgkin

Ano de publicação: 2016

CONTEXTO:

Linfoma de Hodgkin (LH) é uma neoplasia incomum envolvendo nódulos linfáticos e o sistema linfático.

A classificação da OMS divide LH em 2 tipos principais:

o Linfoma de Hodgkin clássico (LHC) e o Linfoma de Hodgkin de linfócitospredominantes nodulares (LHLPN).

TECNOLOGIA:

Adcetris® (Brentuximabe).

PERGUNTA:

Eficácia e segurança do brentuximabe em pacientes com Linfoma de Hodgkin.

EVIDENCIAS:

Foi encontrado um ensaio clínico randomizado de fase 3 que avaliou o brentuximabe contra placebo em 329 pacientes com LH. Sobrevida livre de progressão foi significativamente melhor em pacientes do grupo brentuximabe vedotin em comparação com o grupo placebo (hazard ratio [HR] 0,57, IC 95% 0,40 – 0,81; p = 0,0013). Mediana da sobrevida livre de progressão foi de 42,9 meses (IC 95% 30,4 – 42,9) para pacientes no grupo brentuximabe vedotin em comparação com 24,1 meses (11,5 - não estimado) para o grupo placebo. A sobrevida livre de progressão em dois anos foi de 63% (IC95% 55-70) no grupo de brentuximabe vedotin e 51% (IC95% 43-59) no grupo placebo. Não houve diferenças significativas entre brentuximabe e placebo para o desfecho sobrevida global (hazard ratio [HR] 1,15, IC 95% 0,67 - 1,97; p= 0,6204). Os eventos adversos mais frequentes no grupo brentuximabe vedotin foram neuropatia sensorial periférica (94 [56%] de 167 pacientes versus 25 [16%] de 160 pacientes no grupo placebo) e neutropenia (58 [35%] versus 19 [12%] pacientes). No momento da análise, 28 (17%) de 167 pacientes morreram no grupo brentuximabe vedotin em comparação com 25 (16%) de 160 pacientes no grupo do placebo.

CONCLUSÕES:

Consolidação precoce do tratamento com brentuximabe vedotin após o transplante autólogo de células-tronco melhorou a sobrevida livre de progressão em pacientes com linfoma de Hodgkin com fatores de risco para recidiva ou progressão após o transplante. Entretanto, não houveram diferenças significativas entre brentuximabe e placebo para a sobrevida global e sobrevida livre de progressão da doença em dois anos. Mais estudos que avaliem o uso de brentuximabe para o tratamento de LH são necessários.

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