Glicopirrônio para o tratamento de bronquite crônica simples

Ano de publicação: 2016

CONTEXTO:

A bronquite é uma inflamação dos brônquios. Existem dois tipos, a bronquite aguda, que geralmente é causada por vírus ou bactérias e que dura diversos dias e até semanas e a bronquite crônica com duração de anos, que faz parte da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). A DPOC é uma enfermidade respiratória prevenível e tratável, que se caracteriza pela presença de obstrução crônica do fluxo aéreo, que não é totalmente reversível. A obstrução do fluxo aéreo é geralmente progressiva e está associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação de partículas ou gases tóxicos, causada primariamente pelo tabagismo. Embora a DPOC comprometa os pulmões, ela também produz consequências sistêmicas significativas. A heterogeneidade da DPOC permite identificar subgrupos de pacientes com diferentes características clínicas. Alguns autores têm proposto agrupar os fenótipos clínicos com desfechos relevantes, como a frequência e a gravidade das exacerbações, a progressão da doença, a resposta ao tratamento e a mortalidade.

Os subgrupos clínicos mais estudados são:

enfisema hiperinflação, bronquite crônica, exacerbador frequente e asma associada a DPOC.

TECNOLOGIA:

Glicopirrônio (Seebri®).

PERGUNTA:

Eficácia e segurança do glicopirrônio para o tratamento da bronquite crônica simples.

EVIDENCIAS:

Foram selecionadas duas revisões que avaliaram o glicopirrônio para o tratamento de DPOC. Inaladores antimuscarínicos de longa ação (LAMA) e agonistas β2 de longa ação (LABA) tiveram efeitos semelhantes para qualidade de vida e função pulmonar, sendo que quando LABA foi associado a corticosteroides essa intervenção apresentou melhores resultados. Tiotrópio e glicopirrônio têm eficácia similar na melhora da função pulmonar. Quando considerado as intervenções em combinação, foi verificado que tiotrópio/budesonida/formoterol e indacaterol/glicopirrônio foram mais eficazes para o desfecho exacerbações moderadas a grave. A ocorrência de pneumonia foi menor para glicopirrônio e indacaterol/glicopirrônio do que para fluticasona/salmeterol, fluticasona/vilanterol e fluticasona.

CONCLUSÕES:

Não há diferenças entre LABA e LAMA para a qualidade de vida e função pulmonar. No entanto, quando glicopirrônio é combinado com indacaterol ele é mais eficaz para as exacerbações moderadas a graves do que tiotrópio, fluticasona/salmeterol, indacaterol, glicopirrônio, salmeterol e formoterol. Já a combinação tiotrópio/budesonida/formoterol foi mais eficaz do que indacaterol/glicopirrônio.

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