Regorafenibe para o tratamento do câncer de cólon metastático

Ano de publicação: 2016

CONTEXTO:

O câncer colorretal (CCR) abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. É tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso, podendo sofrer malignização com o tempo. O tipo histopatológico mais comum é o adenocarcinoma. Outros tipos são neoplasias malignas raras, perfazendo dois a cinco por cento dos tumores colorretais, e requerem condutas terapêuticas específicas. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos.

TECNOLOGIA:

Stivarga® (Regorafenibe).

PERGUNTA:

Eficácia e segurança do regorafenibe em pacientes com câncer colorretal (CCR) metastático.

EVIDENCIAS:

Foi analisado um ensaio clínico randomizado que avaliou a eficácia e segurança de regorafenibe contra placebo em pacientes com CCR metastático. A sobrevida global foi significativamente melhor com regorafenibe do que para o placebo (p = 0,00016). A mediana de sobrevida global foi de 8,8 meses no grupo regorafenibe versus 6,3 meses no grupo placebo. A sobrevida livre de progressão também foi significativamente melhor com regorafenibe do que para placebo (p<0,0001), com uma mediana de sobrevida livre de progressão de 3,2 meses no grupo regorafenibe e 1,7 meses no grupo do placebo. Eventos adversos ocorreram em 97% dos pacientes que receberam regorafenibe e em 46% dos que receberam placebo. Eventos adversos graves ocorreram em 12 pacientes no grupo regorafenibe (9%) e três no grupo placebo (4%).

CONCLUSÕES:

Regorafenibe teve uma melhora muito modesta na sobrevida global e benefícios na sobrevida livre de progressão à custa de maiores eventos adversos. São necessários mais estudos que comparem o regorafenibe com outros tratamentos utilizados para o CCR metastático. Além disso, esse medicamento apresenta um alto custo para o SUS e pode não ser custo-efetivo no Brasil.

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