Alentuzumabe para o tratamento de esclerose múltipla remitente-recorrente (surto-remissão)

Ano de publicação: 2016

CONTEXTO:

A Esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune que acomete o sistema nervoso central (SNC), mais especificamente a substância branca, caracterizada por uma reação inflamatória na qual são danificadas as bainhas de mielina que envolvem os axônios dos neurônios cerebrais e medulares, levando à sua desmielinização.

TECNOLOGIA:

Lemtrada® (Alentuzumabe).

PERGUNTA:

alentuzumabe é eficaz e seguro para o tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente? EVIDÊNCIAS: Alentuzumabe 12 mg demonstrou melhores resultados em comparação a β-interferona 1a para os seguintes desfechos avaliados em 24 meses: sobrevida livre de recidiva, sobrevida livre de progressão sustentada e lesões novas ou aumentadas de T2 hipertensas na ressonância magnética. Alentuzumabe 24 mg demonstrou ser melhor do que β-interferona 1a para a sobrevida livre de recidiva e sobrevida livre de progressão sustentada, em 36 meses. No entanto, alentuzumabe 12 mg apresentou maiores eventos adversos do que β-interferona em 24 meses.

CONCLUSÕES:

Mais ensaios clínicos randomizados são necessários para avaliar os efeitos de alentuzumabe em comparação com outras opções terapêuticas. Estes novos estudos devem avaliar resultados relevantes adicionais, tais como a taxa de participantes livres de atividade clínica da doença, qualidade de vida, fadiga e eventos adversos (taxas individuais, eventos adversos graves e de longo prazo). Devido ao alto custo do medicamento, faz-se necessário o estabelecimento de critérios para a utilização do mesmo, tendo em vista as opções já disponibilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS).

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