Pesquisa de fração c4d e imunoglobulina para tratamento da rejeição aguda mediada por anticorpos no transplante renal

Ano de publicação: 2012

A rejeição aguda mediada por anticorpos, diagnosticada pela deposição de C4d na biópsia do enxerto, é uma complicação grave do transplante renal, com taxas históricas de perda do órgão transplantado da ordem de 30% -50%. Ainda que não existam ensaios clínicos adequadamente conduzidos para avaliar o papel da imunoglobulina no tratamento da RMA, a evidência proveniente de séries de casos publicadas por centros especializados aponta para uma taxa de preservação do enxerto em um ano de até cerca de 90% em com o uso da imunoglobulina humana intravenosa, sobretudo quando associada à plasmaférese, resultado esse muito superior ao controle histórico sem uso de imunoglobulina. Diante disso, recomenda-se a inclusão da imunoglobulina humana intravenosa no CEAF para o tratamento da rejeição aguda mediada por anticorpos comprovada por biópsia (presença de depósitos de C4d) pós-transplante renal, refratária a corticoide e OKT3. Não há evidências suficientes para recomendar um regime preferencial de administração de imunoglobulina em relação aos demais. Recomenda-se o regime mais estudado, constituído de imunoglobulina humana 500 mg/Kg/dia por até sete dias, quando utilizada isoladamente, ou 500 mg/Kg/dia em dias alternados, quando associada à plasmaférese.

Recomendação da CONITEC:

Os membros da CONITEC presentes na 7ª reunião ordinária do dia 02/08/2012 recomendaram a incorporação da pesquisa de fração C4d e da imunoglobulina para o tratamento da rejeição aguda mediada por anticorpos no transplante renal, conforme PCDT a ser elaborado pelo Ministério da Saúde. A Portaria SCTIE/MS Nº 36, de 27 de setembro de 2012 - Torna pública a decisão de incorporar a imunoglobulina para tratamento da rejeição aguda mediada por anticorpos no transplante renal e o exame de pesquisa da fração C4d no Sistema Único de Saúde.

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