Iodoterapia de baixas doses (30mCi e 50mCi) em regime ambulatorial, para casos de carcinoma diferenciado da tireoide, classificados como de baixo risco ou de risco intermediário

Ano de publicação: 2014

A radioiodoterapia tem duas finalidades:

-radioablação: utilizada após a tireoidectomia total, com o objetivo de destruir tecido tireoidiano remanescente, em geral tecido normal, e facilitar o acompanhamento com a dosagem de tireoglobulina sérica. Em geral são utilizadas atividades de 1.100 a 3.700 MBq (30 a 100 mCi); e -terapêutica: além de buscar destruir tecido remanescente, elimina micrometástases locoregionais e metástases à distância. Em geral são utilizadas atividades acima de 3.700 MBq (100 mCi). O objetivo principal da Radioiodoterapia (RIT) é a redução do risco de desfechos desfavoráveis relacionados ao tumor e não apenas facilitar o seguimento. Esta recomendação se justifica também no objetivo de se evitar complicações precoces e tardias relacionadas à exposição ao radioiodo. A atividade a ser administrada de radioiodo em pacientes com Carcinoma Diferenciado da Tireoide (CDT) varia de acordo com o objetivo do tratamento. É importante salientar que a terapia deve ser a mais eficaz possível com o menor risco de exposição à radiação necessária. Nos pacientes de baixo risco que sejam considerados como tendo benefício clínico com a RIT, o objetivo do tratamento é promover a ablação de tecido remanescente. Esta ablação pode ser definida como a ausência de captação de radioiodo em leito tireoidiano em estudo cintilográfico, ou a ausência de níveis séricos detectáveis de tireoglobulina estimulada. As doses baixas são de administração ambulatorial e que essa inclusão não trará impacto financeiro para o SUS, vez que, hoje, os doentes de baixo risco ou de risco intermediário e sem suspeita de doença residual microscópica, indicações para doses baixas, são tratados com doses de 100 mCi, que exigem internação em quartos especificamente destinados para esse tratamento e limitam o acesso a ele. Os membros da CONITEC presentes na 18ª reunião do plenário realizada nos dias 31/7 e 1/8/2013 recomendaram a ampliação de uso da iodoterapia de baixas doses (30mci e 50mci), em regime ambulatorial, para casos de carcinoma diferenciado da tireoide classificados como de baixo risco ou de risco intermediário.

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