Nadroparina em pacientes com tromboembolia pulmonar de repetição

Ano de publicação: 2013

O objetivo é analisar as evidências científicas disponíveis atualmente sobre a eficácia e a segurança da nadroparina em pacientes com tromboembolia pulmonar de repetição, visando à redução da reincidência dos eventos tromboembólicos, sangramentos e demais eventos adversos. A tromboembolia pulmonar (TEP) e a trombose venosa profunda (TVP) constituem o tromboembolismo venoso (TEV), doença silenciosa potencialmente fatal. Ambas constituem processos patológicos freqüentes que podem afetar tanto pessoas sãs quanto aquelas que se submeteram a processos cirúrgicos ou médicos invasivos. Podem se manifestar de modo isolado ou em conjunto e, em regra, os sintomas são inespecíficos; muitas vezes, a primeira manifestação já leva ao óbito. Ou então, manifestam-se de forma aguda fazendo com que o doente procure atenção médica. A embolia pulmonar comumente tem início súbito, apresentando-se com dispnéia, dor pleural, tosse, hemoptise ou choque, na ausência de outras causas. Em regra, os sintomas ocorrem de forma aguda e levam o paciente a procurar atendimento médico.

Podem ser classificados em três grupos:

dispnéia isolada; dor pleurítica e hemoptise; e colapso circulatório. A gravidade depende da magnitude da embolia e da condição cardiorrespiratória prévia. Nadroparina é uma heparina de baixo peso molecular com propriedades anticoagulantes, registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) com o nome comercial de Fraxiparina®, na forma farmacêutica de solução injetável para uso subcutâneo e com apresentação de seringas preenchidas com 0,3 mL de solução equivalente a 2850 UI anti-Xa em cartuchos contendo 10 seringas ou 0,6 mL de solução equivalente a 5700 UI anti-Xa em cartuchos contendo 5 seringas.A Fraxiparina® é indicada para profilaxia de doenças tromboembólicas, tais como aquelas associadas à cirurgia em geral ou ortopédica e em pacientes clínicos de alto risco (insuficiência respiratória e/ou infecção respiratória e/ou insuficiência cardíaca) hospitalizados em unidade de tratamento intensivo; tratamento de doenças tromboembólicas; prevenção de coagulação durante a hemodiálise; tratamento de angina instável e infarto do miocárdio não-Q. O presente relatório demonstrou que não existem evidências científicas robustas a respeito da tecnologia avaliada para o tratamento de TEP. Uma parcela da literatura sobre a condição clínica traz os resultados das HBPM de forma agrupada, nesses casos, em regra, o comparador é HNF. Os membros da CONITEC presentes na 19ª reunião do plenário realizada nos dias 04/09/2013 e 05/09/2013 apreciaram a proposta de incorporação da nadroparina em pacientes comtromboembolia pulmonar de repetição e, decidiram, por unanimidade, pela não incorporação do medicamento.

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