Guia de construção da capacidade de ATS

Ano de publicação: 2009

O QUE É AVALIAÇÃO DE TECNOLOGIAS EM SAÚDE (ATS)?: ATS é qualquer intervenção que pode ser usada para a promoção da saúde; para prevenção, diagnóstico ou tratamento de doença; ou para reabilitação ou para promoção de cuidado a longo-prazo. Isso inclui fármacos, procedimentos, equipamentos e sistemas organizacionais usados na atenção à saúde. (INAHTA) ATS é processo multidisciplinar que resume informações sobre questões éticas, econômicas, sociais e médicas, relacionadas para o uso da tecnologia de saúde de maneira robusta, livre, transparente e sistemática. Seu objetivo é informar a o processo de construção de políticas em saúde de maneira efetiva e segura em que o paciente seja foco e que busque atingir o melhor valor.

OBJETIVO PRINCIPAL DO GUIA:

Prover guia prático e apoio para estabelecer ATS não só nos países com limitada capacidade de ATS, mas também para agências que já existem. Não exclui, entretanto, a necessidade de revisão de literatura e documentos especializados na área.

OBJETIVO DA ATS:

-Melhorar a saúde a nível individual e populacional; -Contribuir para as tomadas de decisões na política e na área prática de saúde; - Orientar as tomadas de decisões com sua natureza multidisciplinar e abrangente.

CULTURA DE AVALIAÇÃO:

A organização de ATS deve manter informados os tomadores de decisões, governo e outros atores sobre o desenvolvimento sistemático de revisões literárias, da promoção ou do desenvolvimento de pesquisas para preencher o vazio existente entre o conhecimento e a prática. Dessa forma, a organização deverá incluir em suas atividades o monitoramento do horizonte científico com o objetivo de detectar novas tecnologias com potencial impacto na atenção à saúde. ESTRUTURA LEGAL E ORGANIZACIONAL – CONSIDERAÇÕES: 1. O processo de institucionalização de programa nacional de ATS é síntese de ações “bottom-up” e “top-down”, ou seja, que provêm de dois sentidos distintos: de baixo para cima e de cima para baixo; 2. Caracteriza-se ainda como processo de forte trabalho em rede; 3.

O processo que se inicia de baixo para cima pode ser ativado por meio da criação de interesse entre vários atores e envolvendo expertise no nível micro e macro:

-Comunicar os benefícios da ATS; -Promover o entendimento de ATS como meio de racionalização da atenção à saúde;- Propiciar a comunicação entre os atores 4. O processo de cima para baixo deve considerar a cooperação internacional e estabelecer órgão central de coordenação e de priorização de questões de ATS, do mesmo modo que descentraliza a pesquisa e o fomento, criando plataforma para intercâmbio de conhecimento e garantindo a multidisciplinaridade da ATS; 5. O processo de cima para baixo deve ainda estabelecer vínculo de suas ações com o processo político na área de saúde.

CONCLUSÕES:

1. Quais os principais aspectos a ser considerados na implementação de programas de ATS? a. Preparação do terreno b. Identificação dos profissionais e oportunidades de capacitação em ATS c. Integração de várias disciplinas profissionais d. Análise do cenário corrente e destaque para potencialidades de ATS e. Trabalho em rede e comunicação. 2.

Modelo de Projeto de Implementação de ATS:

a. Identificação, sensibilização e capacitação de atores-chave b. Consideração de análises de situação de MBE e ATS c. Ganho de experiência internacional e expertise-chave em ATS d. Estabelecimento de comissão de ATS e torná-la operacional e. Determinação de processos relevantes e identificação de áreas de trabalho prioritárias f. Transformação de processos de pesquisa em recomendações políticas g. Revisão de lições aprendidas e planejamentos estratégicos h. Qualidade dos reportes de ATS i. Eficiência na disseminação de informações e conhecimento j. Desejo político de integrar ATS nas tomadas de decisões. 3. O que se deve considerar quando nova organização de ATS for instalada? a. Necessidades de adequações específicas, de acordo com os atores, por exemplo. b. Estabelecimento de vínculos pelo menos a nível nacional com instituições acadêmicas e de saúde. c. Informações cruciais provindas de redes internacionais confiáveis. d. Alta qualidade de produtos. e. Fundos de financiamento seguros. f. Ativa participação em tomadas de decisões. g. Times multidisciplinares. h. Cooperação a nível nacional. i. Busca pela cooperação internacional. j. Suporte legal.

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