Preparados industriales de nutrición parenteral listos para usar (Bolsas Multi-Compartimento) en pacientes internados
Industrial ready-to-use parenteral nutrition products (Multi-Chamber Bags) for hospitalized patients

Año de publicación: 2014

INTRODUCCIÓN:

La enfermedad crítica se asocia con estados catabólicos y respuesta inflamatoria sistémica, requiriendo en muchas ocasiones soporte nutricional. El mismo es especialmente vulnerable a errores en el proceso de administración y presenta alto riesgo de provocar eventos adversos serios, como por ejemplo sepsis. Estandarizar el proceso de nutrición parenteral (NP) y su contenido puede aumentar la seguridad. Una formulación estandarizada de NP contiene una proporción pre-especificada de nutrientes destinada a satisfacer los requerimientos diarios de un paciente. La misma puede ser provista tanto a través de un producto industrial/comercial - a través de bolsas multi-compartimento (BMC) - o ser elaborada en el hospital o centro especializado (CE). Se diferencia de la NP individualizada en que esta última se prepara adecuando su contenido a las necesidades de cada paciente y siempre es realizada en un CE. Se postula el uso de preparados industriales “listos para usar” de NP (BMC) para su uso en pacientes internados, como alternativa a los elaborados en el hospital o CE, dado que al requerir menos pasos hasta su administración, podría aumentar la seguridad.

TECNOLOGÍA:

Las BMC industriales estandarizadas “listas para usar” de NP contienen macronutrientes y electrolitos en dos o tres compartimientos separados. Los nutrientes se mezclan justo antes de la infusión, rompiendo los conectores de plástico entre los compartimientos. Su vida útil es de 12 meses, a diferencia de las formulaciones preparadas en centros especializados (CE) que sólo son utilizables dentro de las 24-48hs. Toda formulación estandarizada (industrial o no) requiere el agregado de vitaminas y oligoelementos.

OBJETIVO:

Evaluar la evidencia disponible acerca de la eficacia, seguridad y aspectos relacionados a las políticas de cobertura del uso de preparados industriales (BMC) de nutrición parenteral en pacientes internados.

MÉTODOS:

Se realizó una búsqueda en las principales bases de datos bibliográficas (incluyendo MEDLINE, Cochrane y CRD), en buscadores genéricos de Internet, agencias de evaluación de tecnologías sanitarias y financiadores de salud. Se priorizó la inclusión de revisiones sistemáticas (RS), ensayos clínicos controlados aleatorizados (ECAs), evaluaciones de tecnologías sanitarias (ETS) y económicas, guías de práctica clínica (GPC) y políticas de cobertura de otros sistemas de salud cuando estaban disponibles.

RESULTADOS:

No se hallaron RS ni ETS. Se identificó un ECA, cinco GPC, tres series de casos y tres políticas de cobertura.

CONCLUSIONES:

Existe escasa evidencia acerca de la eficacia y seguridad del uso de BMC vs. CE. Se encontró sólo un estudio de buena calidad metodológica que muestra menor riesgo de infección con el uso de BMC, aunque no evidenció diferencias en desenlaces más relevantes. La mayoría de las guías consideran necesaria la estandarización del proceso, pudiendo incluir la estandarización de la fórmula (tanto la elaborada en CE como la industrial, para mejorar la seguridad). En casi todos los casos se aclara que la utilización de fórmulas estandarizadas debe acompañarse de mecanismos para responder a poblaciones con necesidades especiales.

INTRODUCTION:

Critical disease is associated with catabolic conditions and systemic inflammatory response usually requiring nutritional support. Nutritional support is especially vulnerable to errors during its administration process thus presenting a high risk of resulting in serious adverse events such as sepsis. Standardization of the parenteral nutrition (NP) process and its contents may increase safety. A PN standardized formulation contains a predefined proportion of nutrients aimed at meeting the patient's daily requirements. It may be delivered both as an industrial/commercial product (multi-chamber bags, MCB) or may be prepared at the hospital or specialized center (SC). It differentiates from custom PN because custom PN is prepared customizing its contents to the needs of each patient and is always produced at a SC. The use of industrial "ready-to-use" PN preparations (MCB) is proposed for hospitalized patients as an alternative to preparations produced at the hospital or SC, due to the fact that it includes fewer steps until its administration which might increase safety.

TECHNOLOGY:

Industrial standardized "ready-to-use" PN MCB contains macronutrients and electrolytes in two or three individual chambers. The nutrients are mixed just prior to infusion, by breaking the plastic connectors that separate the chambers. Product life is 12 months; this differs from the formulations prepared at the specialized centers (SC) which may only be used within 24 forms hours. Any standardized formulation (industrial or not) requires the addition of vitamins and oligoelements.

PURPOSE:

To assess the available evidence on the efficacy, safety and coverage related issues on the use of industrial parenteral nutrition products (MCB) in hospitalized patients.

METHODS:

A bibliographic search was carried out on the main databases (including MEDLINE, Cochrane and CRD), in general Internet engines, in health technology assessment agencies and health sponsors. Priority was given to the inclusion of systematic reviews (SR); controlled, randomized clinical trials (RCTs); health technology assessments (HTA) and economic evaluations; clinical practice guidelines (GCP) and coverage policies of other health systems when available.

RESULTS:

No RCTs or HTAs have been identified. One RCT, five CPGs, three case series and three coverage policies have been identified.

CONCLUSIONS:

There is little evidence about the efficacy and safety of the use of MCB vs. SC. Only one good methodological quality study was identified showing a lower risk of infection with the use of MCB, although no differences were evidenced in the most relevant outcomes. Most guidelines consider that process standardization is necessary, including formula standardization (both prepared at the SC as the industrial one) in order to improve safety. In almost all the cases, it is clarified that the use of standardized formulas should be accompanied by mechanisms to respond to populations with special needs.

INTRODUÇÃO:

A doença crítica associa-se com estados catabólicos e resposta inflamatória sistêmica, requerendo em muitas ocasiões suporte nutricional. O mesmo é especialmente vulnerável a erros no processo de administração e apresenta alto risco de provocar eventos adversos sérios, como por exemplo, sepsis. Padronizar o processo de nutrição parenteral (NP) e seu conteúdo pode aumentar a segurança. Uma formulação padronizada de NP contém uma proporção pré-estabelecida de nutrientes destinada a satisfazer os requerimentos diários de um paciente. A mesma pode ser fornecida tanto através de um produto industrializado/comercial – bolsas multi compartimento (BMC)- ou ser elaborada no hospital ou centro especializado (CE). Postula-se o uso de preparados industriais “prontos para usar” de NPB (BMC) para uso em pacientes internados, como alternativa aos elaborados no hospital ou CE, dado qie ao requerer menos passos até sua administração, poderia aumentar a segurança.

TECNOLOGIA:

As BMC industrializadas, padronizadas de NP “prontas para usar” contêm macros nutrientes e eletrólitos em dois ou três compartimentos separados. Os nutrientes são misturados justo antes da infusão, rompendo os conectores de plástico entre os compartimentos. Sua vida útil é de 12 meses, a diferença das formulações preparadas nos CE que somente são utilizáveis dentro das 24 a 48 horas. Toda formulação padronizada (industrializada ou não) requer o agregado de vitaminas e oligoelementos.

OBJETIVO:

Avaliar a evidencia disponível sobre a eficácia, segurança e aspectos relacionados às políticas de cobertura do uso de preparados industrializados (BMC) de nutrição parenteral em pacientes internados.

MÉTODOS:

Realizou-se uma busca nas principais bases de dados bibliográficas (como Medline, Cochrane y CRD), em buscadores genéricos de Internet, agências de avaliação de tecnologias em saúde e financiadores de saúde. Priorizou-se a inclusão de revisões sistemáticas (RS), ensaios clínicos controlados aleatorizados (ECAs), avaliações de tecnologias em saúde (ATS) e econômicas, guias de prática clínica (GPC) e políticas de cobertura de outros sistemas de saúde quando disponíveis.

RESULTADOS:

Não se encontraram RS nem ATS. Identificou-se um ECA, cinco GPC, três séries de casos e três políticas de cobertura.

CONCLUSÕES:

Existe escassa evidencia sobre a eficácia e segurança do uso de BMC vs CE. Encontrou-se somente um estudo de boa qualidade metodológica que mostra menor risco de infeção com o uso de BMC, ainda que não evidenciasse diferenças em desfechos mais relevantes. A maioria dos guias considera necessária a padronização do processo, podendo incluir a padronização da fórmula (tanto a elaboração em CE como a industrializada) para melhorara a segurança. Em quase todos os casos esclarece-se que a utilização de fórmulas padronizadas deve acompanhar-se de mecanismos para responder a populações com necessidades especiais.

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