Risperidona no comportamento agressivo em adultos com transtornos do espectro do autismo (TEA)

Año de publicación: 2016

Contexto:

Em setembro de 2014, após discussões e recomendações da 26ª Reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), realizada no dia 9 de junho de 2014, sobre as evidências de eficácia, segurança e aspectos econômicos do uso da risperidona no tratamento de em crianças e adolescentes com transtornos do espectro do autismo (TEA), decidiu-se ampliar o uso da risperidona para o controle da agressividade. Ao se delinear o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de comportamento agressivo na pessoa com transtornos do espectro do autismo (TEA), observou-se a necessidade de garantir também o acesso de pacientes adultos com TEA ao referido tratamento.

Evidências científicas:

De maneira geral, as evidências disponíveis demonstram eficácia da risperidona nos domínios relacionados agressividade. Quanto aos demais sintomas estudados, como interesses restritos, interação emocional e comunicação verbal, os estudos convergiram em não demonstrar significância estatística, o que corrobora a não indicação deste medicamento para o tratamento de sintomas nucleares do TEA. A escassez de evidências diretas torna baixa a qualidade das evidências para seu uso em adultos, sendo importante a construção e implementação de um PCDT que selecione os indivíduos com balanço favorável de riscos e benefícios.

Impacto orçamentário:

A ampliação de cobertura da risperidona para adultos com TEA pode gerar um impacto orçamentário anual próximo de R$ 4 milhões, com uma probabilidade acima de 90% de estar abaixo do menor nível impacto orçamentário ao longo de 3 anos de incorporação.

Discussão:

Apesar da baixa qualidade das evidências, há grande probabilidade de uma relação causal entre a melhora do comportamento agressivo e o uso da risperidona em adultos com TEA, a partir da plausibilidade biológica e consistência com os resultados em crianças e adolescentes. Da mesma forma, os dados econômicos apresentam a referida ampliação de uso da risperidona como uma incorporação de não elevado impacto orçamentário.

Decisão:

Incorporar o uso da risperidona no tratamento do comportamento agressivo em adultos com transtorno do espectro do autismo (TEA), no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, dada pela Portaria SCTIE-MS nº 2, de 18 de janeiro de 2016, publicada no Diário Oficial da União nº 11 de 18 de janeiro de 2016.

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