Golimumabe para o tratamento da artrite psoriásica

Año de publicación: 2016

Contexto:

A artrite psoriásica (APs) é uma doença crônica que envolve tanto artrite da coluna vertebral como as articulações periféficas. Em 80% dos casos, a psoríase cutânea antecede o desenvolvimento do acometimento articular da APs. Segundo estudo realizado nos EUA, 0,25% da população pode ser afetada pela APs. O tratamento recomendado é baseado no controle do quadro inflamatório articular com anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) e com o uso dos anti-TNF (adalimumabe, infliximabe e etanercepte). Atualmente, o golimumabe, que é também agente anti-TNF com uso na AP aprovado pela ANVISA não está disponível no SUS para essa indicação.

Pergunta:

O uso de golimumabe é eficaz e seguro em pacientes adultos com artrite psoriásica ativa e progressiva que apresentaram resposta inadequada a DMARDs ou AINEs? Evidências científicas: A evidência atualmente disponível sobre eficácia e segurança do golimumabe para artrite psoriásica é baseada em um único ensaio clínico, porém com um seguimento de segurança por até 5 anos (nível de evidência 1b e grau de recomendação A). Neste sentido, os resultados apresentados pelo estudo GO-REVEAL sugerem que o golimumabe é eficaz e seguro para o tratamento da artrite psoriásica.

Avaliação econômica:

A avaliação econômica traz um estudo de custo-minimização e de impacto orçamentário baseado na premissa de não inferioridade comparativamente a outros agentes anti-TNF’s. Tal premissa é apoiada em estudos de metanálise com comparações indiretas. Demonstra-se que o uso do golimumabe como alternativa ao tratamento da APs é econômica (cost-saving), caso não haja indicação de uso de aumento da dose de 50mg para 100mg.

Decisão:

Incorporação do golimumabe para o tratamento da artrite psoriásica, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, dada pela Portaria SCTIE/MS nº 14, de 11 de abril de 2016, publicada no Diário Oficial da União nº 69 de 12 de abril de 2016.

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