Mortalidade perinatal fetal e neonatal precoce no Brasil: síntese de evidências para políticas de saúde

    Publication year: 2010

    As desigualdades sociais entre regiões e populações no Brasil se reproduzem nas taxas de mortalidade infantil, constituindo um relevante problema de saúde a ser enfrentado por toda a sociedade. Apesar do declínio da mortalidade infantil na última década, as taxas encontradas nas regiões Norte e Nordeste são consideradas elevadas e incompatíveis com o desenvolvimento do país, ressaltando as persistentes desigualdades regionais e entre grupos sociais e econômicos, com concentração dos óbitos na população mais pobre. Nesse contexto, ações de Atenção Primária à Saúde têm demonstrada efetividade na redução global da mortalidade materno-infantil, porém, o impacto na redução da mortalidade perinatal ainda é limitado.

    A problema analisado no policy brief foi:

    Como ampliar o impacto das ações de APS sobre a mortalidade infantil perinatal e quais opções, com base em revisões sistemáticas, a gestão local da saúde pode usar para obter maior efetividade na redução desse componente do óbito infantil, em especial nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

    São apresentadas 4 opções:

    1- Protocolo clínico para o manejo do acompanhamento pré-natal na APS; 2- Aumento do intervalo de tempo entre as gestações; 3- Presença de acompanhante para suporte à gestante durante o parto; 4- Uso de corticosteróides para prevenir desconforto respiratório em prematuros. E são apresentadas as considerações para implementação das opções.