Efetividade de stents farmacológicos para tratamento de doença arterial coronariana
Effectiveness of drug-eluting stents in the treatment of coronary artery disease
Efectividad de los stents recubiertos de fármacos para el tratamiento de la enfermedad arterial coronaria

Publication year: 2014

TECNOLOGIA:

Stents farmacológicos.

INDICAÇÃO:

Aumento do diâmetro luminal coronariano e redução de reestenose de stent para tratamento de pacientes com doença arterial coronariana.

CARACTERIZAÇÃO DA TECNOLOGIA:

Estruturas tubulares metálicas, revestidas de um polímero e um agente antiproliferativo, utilizadas para manter o lúmen arterial aberto e evitar a reestenose da lesão e do vaso alvo, por meio de pressão mecânica e administração local de fármacos.

PERGUNTA:

Os stents farmacológicos são mais efetivos e seguros do que os stents convencionais? Há diferenças entre os diversos stents farmacológicos? BUSCA E ANÁLISE DE EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS: Foram pesquisadas as bases de dados Medline e EMBASE. Incluíram-se estudos de coorte e registros retrospectivos e prospectivos que comparassem stents farmacológicos (Drug eluting stent -DES) entre si ou comparados a stents convencionais (Bare metal stent – BMS) para o tratamento de pacientes portadores de doença arterial coronariana. Estudos em Avaliações de Tecnologias (ATS) foram pesquisados em sites de agências nacionais e internacionais.

RESUMO DOS RESULTADOS DOS ESTUDOS SELECIONADOS:

Foram selecionados quatro ATS e 34 estudos observacionais, dos quais cinco estudos eram de coorte e o restante, estudos de 19 registros publicados entre 2005 e 2012, com tempo médio de acompanhamento variando entre seis e 48 meses (12 estudos de 12 meses de acompanhamento). Dentre os estudos observacionais selecionados, 27 estudos (79,4%) eram prospectivos. Os stents farmacológicos falharam em reduzir a taxa de mortalidade, incidência de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) ou trombose, quando comparados a stent convencional. Houve redução na taxa de revascularização com o uso Sirolimus eluting stent (SES) comparado a BMS. Em relação à comparação de stents farmacológicos entre si, não houve diferença significante em relação à mortalidade e IAM. Pacientes diabéticos foram avaliados nas comparações BMS vs. SES e SES vs. PES e não houve diferença entre os grupos para os principais desfechos. Os estudos em ATS recomendaram o uso de DES quando o custo desta tecnologia for considerado aceitável, a critério médico e para subgrupo de pacientes de alto risco de reestenose.

RECOMENDAÇÕES:

Baseando-se nas evidências de efetividade e segurança disponíveis e no resultado dos estudos em avaliação de tecnologias encontrados, recomenda-se fracamente a utilização de stents farmacológicos para pacientes com doença arterial coronariana que apresentem anatomia complexa da lesão e com risco elevado de serem submetidos à reintervenção, tais como os diabéticos.(AU)

TECHNOLOGY:

Drug-Eluting Stent.

INDICATION:

Increase in coronary luminal diameter and reducing restenosis stent for treatment of patients with coronary artery disease.

CHARACTERIZATION OF THE TECHNOLOGY:

Tubular structures of metal, coated with a polymer and an antiproliferative agent. These structures are used to hold the arterial lumen open and prevent restenosis of the lesion and target vessel, by means of mechanical pressure and local administration of drugs.

QUESTION:

Drug-eluting stents (DES) are more effective and safer than bare metal stents (BMS)? There are differences between the various DES? SEARCH AND ANALYSIS OF SCIENTIFIC EVIDENCE: We searched the Medline and EMBASE and included observational studies comparing DES with each other or compared to BMS for treatment of patients with coronary artery disease. We searched Technology Assessments (HTA) studies in national and international agencies websites.

SUMMARY OF RESULTS OF SELECTED STUDIES:

We selected four HTA and 34 observational studies, of which five were cohort studies and the remaining 19 registry studies published between 2005 and 2012, with mean follow-up ranging between six and 48 months. Among the selected observational studies, 27 studies (79.4%) were prospective. DES failed to reduce the mortality rate, incidence of myocardial infarction (MI) or stroke compared with BMS. There was a reduction in the rate of revascularization using sirolimus eluting stent (SES) compared to BMS. Regarding the comparison of DES with each other, there was no significant difference regarding mortality and MI. Diabetic patients were evaluated in SES vs. BMS and PES vs. BMS comparisons and there was no difference between groups for the primary outcomes. HTA studies recommended the use of DES if the cost of this technology is considered acceptable, by medical criteria and for the subgroup of patients considered at high risk of restenosis.

RECOMMENDATIONS:

Based on available evidence of effectiveness and safety and the results HTA found, we weakly recommend the use of drug eluting stents for patients with coronary artery disease who have complex lesion anatomy and for patients at high risk of being subjected to reintervention, such as diabetics.(AU)

TECNOLOGÍA:

Stents recubiertos de fármacos.

INDICACIÓN:

Indicado para aumentar el diámetro luminal coronario y reducir la reestenosis de los pacientes con enfermedad arterial coronaria.

CARACTERIZACIÓN DE LA TECNOLOGÍA:

Estructuras tubulares de metal, recubiertas con un polímero y un agente antiproliferativo, utilizados para mantener el lumen arterial abierto y para prevenir la reestenosis de la lesión y del vaso diana por la presión mecánica y la administración local de fármacos.

PREGUNTA:

¿Stents recubiertos de fármacos (Drug-eluting stents - DES) son más seguros y más efectivos que los stents de metal (Bare Metal stents - BMS)? Existen diferencias entre los distintos stents recubiertos de fármacos? BÚSQUEDA Y ANÁLISIS DE LA EVIDENCIA CIENTÍFICA: Se hicieron búsquedas en Medline y EMBASE y se incluyeron estudios observacionales que comparan DES entre sí o en comparación con BMS para el tratamiento de la enfermedad de la arteria coronaria. Se realizaron búsquedas de estudios de Evaluación de Tecnologías de Salud (ETS) en los sitios web de agencias nacionales e internacionales.

RESUMEN DE LOS RESULTADOS DE LOS ESTUDIOS SELECCIONADOS:

Se seleccionaron cuatro ETS y 34 estudios observacionales, de los cuales cinco eran estudios de cohortes y los 19 estudios de registro restantes publicados entre 2005 y 2012, con una media de seguimiento entre seis y 48 meses. Entre los estudios observacionales seleccionados, 27 estudios (79,4%) fueron prospectivos. DES no logró reducir la tasa de mortalidad, la incidencia de infarto de miocardio (IM) o derrame cerebral en comparación con los BMS. Hubo una reducción en la tasa de revascularización con el stent recubierto de sirolimus (SES) en comparación con BMS, pero en respecto a la comparación de DES con los demás, no hubo diferencia significativa en la mortalidad y el IM. Pacientes diabéticos fueron evaluados en las comparaciones SES x BMS y PES x BMS y no hubo diferencias entre los grupos para los resultados primarios. Estudios de ETS recomiendan el uso de DES si el costo de esta tecnología se considera aceptable; según criterios médicos; y para el subgrupo de pacientes considerados de alto riesgo de reestenosis.

RECOMENDACIONES:

Con base en la evidencia disponible de la eficacia y la seguridad y los resultados de ETS, se recomienda débilmente el uso de stents recubiertos de fármacos para la enfermedad de la arteria coronaria en pacientes que tienen la compleja anatomía de la lesión y para pacientes con alto riesgo de ser sometido a una reintervención, como los diabéticos.